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terça-feira, 18 de outubro de 2016

Este texto trata da contradição entre a compulsão ao crescimento e os limites ao crescimento.

Introdução:

Este texto trata da contradição entre a compulsão ao crescimento e os limites ao crescimento.               
 Não vivemos na atualidade uma crise conjuntural, mas o ocaso de um processo de acumulação que vem desde a pré-história, e encontra agora os limites do globo terrestre. Sem acumulação não há progresso, o que pode porém  ser feito de forma social e ambientalmente equilibrada. Mas o que o homem praticou ao longo de toda a sua história foi uma acumulação concentradora, resultante de uma causação circular entre a apropriação crescente de recursos naturais e humanos, e o aumento de poder, processo que nunca foi e nunca será sustentável.  E é esse processo, essencialmente desequilibrado, que tem sido entendido como desenvolvimento. Apropriam-se crescentemente recursos naturais e humanos em todo o mundo, para sustentar a acumulação concentradora  –  que gerou e mantém as economias de desperdício – não levando em conta que os recursos naturais são finitos, e se encontram já em fase de esgotamento.
Chegamos agora ao limiar de um colapso geral desse processo, o que ressalta a urgência de iniciar um processo de reorientação, convertendo a acumulação concentradora em um processo social e ambientalmente equilibrado de evolução.

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