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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

P2 – Colonialismo, imperialismo, belicismo e uso da mão de obra


A economia estabelecida durante o sistema colonial baseou-se mormente na utlização de mão de obra escrava na produção de produtos agrícolas, ou extrativos, para exportação aos, ou via os, países metropolitanos.  Internamente aos países dominados o sistema favoreceu a formação de elites, em geral de brancos, as quais geriam o sistema localmente, ao mesmo tempo em que utilizavam as receitas auferidas na aquisição de produtos finos provenientes dos países dominadores, ou iam aí gastar, como também enviavam seus filhos para cursar universidades. Eram elites geradas e mantidas, até hoje, em comunhão de interesses com os países dominadores, opondo-se sempre politicamente a tentativas de emancipação nas colônias, ou nos países aparentemente indepedentes de hoje. Mas não só com esse modelo se deu a ocupação do território nas colônias.
 Esse modelo prevaleceu onde as condições de solo e clima eram propícias a produções não existentes nas metrópoles, do contrário o custo do transporte a longa distância inviabilizaria a colocação da produção local nos mercados das metrópoles. Isso condicionou a criação nas colônias de extensas culturas de produtos tropicais, como açucar, cacau, café, algodão, tabaco e outros. Já nas áreas de condições semelhantes às das metróploles , como não foi possível ali implantar atividades exportadoras, a terra ficou disponível para que aí se alojassem famílias que haviam sido expulsas da terra, para aprodução de matérias primas para a atividade industrial em expansão, o que gerara condições sociais calamitosas em países europeus, como foi o caso da ocupação da terra na Inglaterra para a criação de ovelhas, fornecedora de lã para as tecelagens. Essas famílias, que chegaram aos milhões, foram ocupando a terra disponível e passaram a produzir para si próprios, ou para os mercados locais, reproduzindo os padrões de seus países de origem. Foi o caso do norte das provícias da Inglaterra e da França na América do Norte, e de todo o Cone Sul na América do Sul, incluindo o sul do Brasil. 
Esses dois tipos de ocupação do território tiveram desenvolvimentos opostos. Os dedicados à exportação mantiveram-se como tal até hoje, tendo substituido a escravidão por exploração brutal da mão-de-obra, geradora de miséria e ignorância. Os que produziam para si próprios, livres da dominação por latifundiários, prosperaram rapidamente, terminando por gerar condições para sua própria industrialização. Mas essa nova indústria necessitava também de matérias primas, razão pela qual as áreas industriais lideraram os processos de independência nesses países, passando as suas áreas exportadoas a abastecera indústria local, em algo se assemelhava a colônias internas. Mas havia os interessses de exportadorews nessas áreas dominadas internamete, os quais resistiram ao poder dos industriais locais, mas foram derrotados, Foi o caso da Guerra Norte-Sul nos Estados Unidos e da revolução de 1930 no Brasil, setenta anos depois da guerra civil americana.
A propósito, o domínio industrial se consolidou em nível mundial. Hoje a economia rural é um segmento da economia industrial, recebendo da indústria equipamentos e insumos e entregando seus produtos para processamento industrial, seja no próprio país ou além fronteiras. A mão-de-obra, que transitara da agricultura para a indústria, vai agora sendo daí também desalojada, pela evolução tecnológica que, em vez de priorizar, como deveria ter feito, a economia de matérias primas, priorizou a economia de mão- de-obra, gerando assim a crise social do desemprego em nível local e a crise ambiental decorrente da contínua corrida aos recursos naturais.
O desemprego nas áreas imediatas à mecanizaçao vai gerar a migração para as cidades e portanto também o problema da marginalidade urbana, que por sua vez transborda para a migração internacional, para as nações industriais, onde o envelhecimento da populaçao requer a importação de mão-de-obra jovem, para financiar gastos previdenciários crescentes. Mas por outro lado é a própria indústria que migra desses países industriais para os países de baixos salários, fechando assim grande número de empregos nos países industriais tradicionais, pelo que a população culpa os trabalhadores imigrantes. Além de perderem grande número de indústrias com esse processo, esses países exportadores de indústrias recebem uma avalenche de produtos a baixos preços, provenietes dos novos países industriais. O caso da China é o mais expressivo..Os países ainda ricos enfrentam agora portanto uma grave crise devido a esses dois fatores, mas se pretende que superem essa crise cortando gastos públicos, o que incide fortemente sobre os gastos sociais, agravando a crise.
Na verdade o poder econômico-financeiro não tem pátria, é de âmbito mundial, e seus interesses se sobrepõem a interesses nacionais.  Os detentores desse poder se orientam por uma lógica própria, superior e insensível aos dramas dos “comuns”. A esse nível os problemas são dois: os recursos naturais estão em contagem regressiva para esgotamento, a se manter a corrida atual a esses recursos, mas a manutenção do sistema de poder requer o crescimento contínuo, necessário para manter o setor de bens de produção, característico da economia industrial. Esse setor precisa crescer sempre. A simples diminuição de sua taxa de crescimento provoca uma retração nesse setor, que se propaga aos demais. Mas há um número enorme e crescente de pessoas clamamdo pela utilização de recursos naturais para sua sobrevivência, o que agrava o estrangulameto do processo e gera reações políticas crescentes contra o próprio sistema de poder. Que recomenda então a lógica “superior e insensível”? A diminuição da população, pois o que interessa é que cresça o número de pessoas que podem comprar, e não o número de pessoas que apenas querem sobreviver, que são a maioria. A diminuição das taxas de natalidade decorreria naturalmente da elevação do nível cultural das massas desfavorecidas, Mas como essa elevação cultual não interessa por razões políticas, pois traria consigo a elevação do nível de consciência, recorre-se a métodos diretos para diminuir a população. É essa a terrível ameaça que paira sobre as cabeças de todos nós. Já se pode perceber a ação do grande poder nesse sentido. Aí está o belicismo a massacrar populações, e com o uso de armas concebidas para isso, para massacrar grande número de pessoas. Aí está a interminável série de conflitos internos provocados pela infiltração de mercenários. Aí estão os efeitos mortíferos do “terrorismo da Al Qaeda”, uma entidade fantoche criada para isso. Aí está a insensibilidade quanto às mortes massivas pela fome. Aí está um número crescente de enfermidades suspeitas de serem provocadas. Aí estão os muitas espécies de drogas, perseguidas no varejo mas protegidas no atacado. Aí está a ampla promoção do homossexualismoque deve ser respeitado como opção pessoal, mas cuja ampla promoção pelos meios de comunicação, até mesmo em escolas, é indevida.

LEIA O TEXTO PRINCIPAL DO BLOG: http://desenvolvimento-generalizavel.blogspot.com.br/2013/06/introducao-ao-desenvolvimento.html

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