A
economia estabelecida durante o sistema colonial baseou-se mormente na
utlização de mão de obra escrava na produção de produtos agrícolas, ou
extrativos, para exportação aos, ou via os, países metropolitanos. Internamente aos países dominados o sistema
favoreceu a formação de elites, em geral de brancos, as quais geriam o sistema
localmente, ao mesmo tempo em que utilizavam as receitas auferidas na aquisição
de produtos finos provenientes dos países dominadores, ou iam aí gastar, como
também enviavam seus filhos para cursar universidades. Eram elites geradas e
mantidas, até hoje, em comunhão de interesses com os países dominadores,
opondo-se sempre politicamente a tentativas de emancipação nas colônias, ou nos
países aparentemente indepedentes de hoje. Mas não só com esse modelo se deu a
ocupação do território nas colônias.
Esse modelo prevaleceu onde as condições de
solo e clima eram propícias a produções não existentes nas metrópoles, do
contrário o custo do transporte a longa distância inviabilizaria a colocação da
produção local nos mercados das metrópoles. Isso condicionou a criação nas
colônias de extensas culturas de produtos tropicais, como açucar, cacau, café,
algodão, tabaco e outros. Já nas áreas de condições semelhantes às das
metróploles , como não foi possível ali implantar atividades exportadoras, a
terra ficou disponível para que aí se alojassem famílias que haviam sido
expulsas da terra, para aprodução de matérias primas para a atividade
industrial em expansão, o que gerara condições sociais calamitosas em países
europeus, como foi o caso da ocupação da terra na Inglaterra para a criação de
ovelhas, fornecedora de lã para as tecelagens. Essas famílias, que chegaram aos
milhões, foram ocupando a terra disponível e passaram a produzir para si
próprios, ou para os mercados locais, reproduzindo os padrões de seus países de
origem. Foi o caso do norte das provícias da Inglaterra e da França na América
do Norte, e de todo o Cone Sul na América do Sul, incluindo o sul do
Brasil.
Esses
dois tipos de ocupação do território tiveram desenvolvimentos opostos. Os
dedicados à exportação mantiveram-se como tal até hoje, tendo substituido a
escravidão por exploração brutal da mão-de-obra, geradora de miséria e ignorância.
Os que produziam para si próprios, livres da dominação por latifundiários, prosperaram
rapidamente, terminando por gerar condições para sua própria industrialização.
Mas essa nova indústria necessitava também de matérias primas, razão pela qual
as áreas industriais lideraram os processos de independência nesses países,
passando as suas áreas exportadoas a abastecera indústria local, em algo se
assemelhava a colônias internas. Mas havia os interessses de exportadorews nessas
áreas dominadas internamete, os quais resistiram ao poder dos industriais
locais, mas foram derrotados, Foi o caso da Guerra Norte-Sul nos Estados Unidos
e da revolução de 1930 no Brasil, setenta anos depois da guerra civil americana.
A
propósito, o domínio industrial se consolidou em nível mundial. Hoje a economia
rural é um segmento da economia industrial, recebendo da indústria equipamentos
e insumos e entregando seus produtos para processamento industrial, seja no
próprio país ou além fronteiras. A mão-de-obra, que transitara da agricultura
para a indústria, vai agora sendo daí também desalojada, pela evolução tecnológica
que, em vez de priorizar, como deveria ter feito, a economia de matérias
primas, priorizou a economia de mão- de-obra, gerando assim a crise social do
desemprego em nível local e a crise ambiental decorrente da contínua corrida
aos recursos naturais.
O
desemprego nas áreas imediatas à mecanizaçao vai gerar a migração para as
cidades e portanto também o problema da marginalidade urbana, que por sua vez
transborda para a migração internacional, para as nações industriais, onde o
envelhecimento da populaçao requer a importação de mão-de-obra jovem, para
financiar gastos previdenciários crescentes. Mas por outro lado é a própria
indústria que migra desses países industriais para os países de baixos
salários, fechando assim grande número de empregos nos países industriais
tradicionais, pelo que a população culpa os trabalhadores imigrantes. Além de
perderem grande número de indústrias com esse processo, esses países
exportadores de indústrias recebem uma avalenche de produtos a baixos preços,
provenietes dos novos países industriais. O caso da China é o mais expressivo..Os
países ainda ricos enfrentam agora portanto uma grave crise devido a esses dois
fatores, mas se pretende que superem essa crise cortando gastos públicos, o que
incide fortemente sobre os gastos sociais, agravando a crise.
Na verdade o poder
econômico-financeiro não tem pátria, é de âmbito mundial, e seus interesses se
sobrepõem a interesses nacionais. Os
detentores desse poder se orientam por uma lógica própria, superior e
insensível aos dramas dos “comuns”. A esse nível os problemas são dois: os
recursos naturais estão em contagem regressiva para esgotamento, a se manter a
corrida atual a esses recursos, mas a manutenção do sistema de poder requer o
crescimento contínuo, necessário para manter o setor de bens de produção,
característico da economia industrial. Esse setor precisa crescer sempre. A
simples diminuição de sua taxa de crescimento provoca uma retração nesse setor,
que se propaga aos demais. Mas há um número enorme e crescente de pessoas clamamdo
pela utilização de recursos naturais para sua sobrevivência, o que agrava o
estrangulameto do processo e gera reações políticas crescentes contra o próprio
sistema de poder. Que recomenda então a lógica “superior e insensível”? A
diminuição da população, pois o que interessa é que cresça o número de pessoas
que podem comprar, e não o número de pessoas que apenas querem sobreviver, que
são a maioria. A diminuição das taxas de natalidade decorreria naturalmente da
elevação do nível cultural das massas desfavorecidas, Mas como essa elevação
cultual não interessa por razões políticas, pois traria consigo a elevação do
nível de consciência, recorre-se a métodos diretos para diminuir a população. É
essa a terrível ameaça que paira sobre as cabeças de todos nós. Já se pode
perceber a ação do grande poder nesse sentido. Aí está o belicismo a massacrar
populações, e com o uso de armas concebidas para isso, para massacrar grande
número de pessoas. Aí está a interminável série de conflitos internos
provocados pela infiltração de mercenários. Aí estão os efeitos mortíferos do
“terrorismo da Al Qaeda”, uma entidade fantoche criada para isso. Aí está a
insensibilidade quanto às mortes massivas pela fome. Aí está um número
crescente de enfermidades suspeitas de serem provocadas. Aí estão os muitas espécies
de drogas, perseguidas no varejo mas protegidas no atacado. Aí está a ampla
promoção do homossexualismo – que deve ser
respeitado como opção pessoal, mas cuja ampla promoção pelos meios de
comunicação, até mesmo em escolas, é indevida.
LEIA O TEXTO PRINCIPAL DO BLOG: http://desenvolvimento-generalizavel.blogspot.com.br/2013/06/introducao-ao-desenvolvimento.html

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